E hoje aqui, em meio a crise de ansiedade e remédios que me deixam chapada, resolvo que vou voltar para esse cantinho meu, abandonado a tantos anos atrás.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos. Dá-se conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco. As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até te incomodam. Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo. Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta! Sair três vezes por final de semana lhe deixa...
Só mais um desabafo... Acho que, no fim das contas, o problema sou mesmo eu. Aquela que tem medo de sair da zona de conforto, aquela que "esqueceu de crescer", tanto fisicamente quanto mentalmente. Não sei o que fazer pra ser uma pessoa melhor, pra ser melhor pra todos ao meu redor. Queria poder só ficar no meu cantinho e não ter que mudar, mas aí, só seria possível se eu simplesmente não me relacionasse com ninguém. Queria tanto saber por que tudo isso é tão difícil pra mim. E, no fim, volto eu aqui pra desabafar, nesse cantinho só meu.
Acho que finalmente minha ficha caiu e eu me toquei que ja esta na hora, ou ja passou da hora, de "tirar meu time de campo" ou seja lá como fala. Chegou a hora de deixar o que passou e focar no que virá. É isso, é simples, mesmo que não seja fácil. As coisas boas, essas vão ficar pra sempre comigo, as ruins, essas não existem mais. O sentimento que ainda tenho devo deixar ele pra lá, só isso. No fim a vida segue, sempre, e a gente não pode ficar parado deixando ela passar diante de nossos olhos sem fazer nada, mas nem sempre devemos fazer o queremos, mas sim o que precisamos. O que importa é que eu dei o melhor de mim, e isso ninguém pode mudar, e por isso não devo me sentir mal. É isso, é como um livro, como o fim de um livro.
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